Olho a minha volta e de repente descubro que não sei de nada
Pois o que me angustia nem existe de fato, nem é fato.
Se meu espelho reflete o meu exterior, o que reflito é fruto do exterior.
Trocando em miúdos, só queria uma pá de cal na minha alma.
Enterro aqui minhas dúvidas, mas surgiram outras dúvidas,
Se tenho certeza que não tenho dúvidas, do que duvido então?
Real é o que não existirá no futuro, mas meu passado está lá, eu vejo!
Filosofar não consigo, por isso cada linha escrita, é um sentimento enxertado.
Busque saber mais sobre ti, e descobrirá que sabes muito sobre os outros.
Procure ler para descobrir um objetivo do escritor e descubra o seu próprio objetivo.
Precipite-se amar-se e se contenha em sentir amor genuíno.
Já pensou, se todos nascessem sabendo, quem não soubesse nem saberia.
Sábio é o sabiá que já nasceu sabendo.
Não se preocupe em entender este poema,
Preocupação será a minha, em imaginar-te com esta preocupação.
Demetrinho Arruda
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